22 janeiro 2010

O Que Todo Cristão Deveria Saber Sobre a Kabbalah






Kabbalah, uma forma de misticismo judeu medieval, é a última moda. Entre os adeptos famosos se incluem Elizabeth Taylor, Barbara Streisand e Madonna.

Para explicar a Kabbalah, a revista Biola Connections contactou Barney Kasdan, um judeu messiânico e rabino da Sinagoga Messiânica Kehilat Ariel, em San Diego, Califórina.



O que significa a palavra Kabbalah?

Kabbalah vem da palavra em hebraico que significa “receber”. Esse nome é dado a um enorme conjunto de literatura mística que foi recebido pelos nossos antepassados através dos séculos.

Ainda que Deus certamente tenha dado a revelação escrita ao povo judeu no texto da Bíblia, alguns crêem que Deus deu revelações orais extras, que foram transmitidas de geração em geração.
 
Ainda que essa literatura esotérica possa ser facilmente remontada às suas origens na idade média, alguns aderentes da Kabbalah insistem que suas origens se estendem através da era do Talmud, talvez até Moisés ou Adão.  


O que ensina a Kabbalah?

A essência da Kabbalah é prover uma conexão espiritual com Deus que os aderentes crêem não pode ser mantida com uma abordagem puramente racional. Essa filosofia procura entender Deus usando ferramentas que supostamente transcendem o intelecto humano.

Por exemplo, enquanto que a Bíblia fala claramente sobre Elohim (uma palavra hebraica significando “Deus”) como sendo o Criador, a Kabbalah crê em 10 emanações – umas masculinas e outras femininas – que procedem do Criador.

Essas são chamadas de as Dez Sefirot, e incluem a majestade, a sabedoria, o entendimento, o amor, o poder, a beleza, a vitória, a glória, o fundamento e o reino.

O objetivo principal da Kabbalah é capacitar as pessoas a repararem suas almas danificadas pelo pecado, e, ao obedecer aos mandamentos, também reparar o mundo inteiro. Quando tudo isso for feito, o Messias poderá finalmente vir e completar a redenção de Israel.

Como se compara a Kabbalah com a Bíblia?

Ainda que alguns ensinamentos se pareçam paralelos à doutrina bíblica, o problema é que, de acordo com a Kabbalah, o conhecimento verdadeiro de Deus e dos Sefirot só pode ser alcançado através de meditação mística, oração profunda, numerologia, códigos bíblicos e signos astrológicos.

Em outras palavras, o significado primário e histórico do texto das Escrituras não é tão importante quanto as chaves místicas que abrem revelações novas, e que se escondem além do texto. Nesse sentido, eruditos têm encontrado uma conexão histórica entre a Kabbalah e o Gnosticismo antigo.

Como devem os cristãos responder à Kabbalah?

Primeiramente, temos que entender alguns dos problemas espirituais encontrados na Kabbalah. Alguns são óbvios, como seu apelo às práticas místicas que são claramente proibidas pela Torah (Deut. 18:9-13).

Nós temos tantas e belas verdades claras escritas na Palavra de Deus – as Escrituras hebraicas e o Novo Testamento – que devemos nos concentrar no que é certo, e não em especulações questionáveis.

Como a Torah diz, “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”. Os que crêem no Messias têm de resistir à tentação de serem desviados por doutrinas e teorias que nos tiram a atenção Dele. 

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Os livros de Kasdan God’s Appointed Times e God’s Appointed Customs explicam o contexto judaico do Novo Testamento. Kasdan graduou da Biola University com um bacharelado em 1978 e do Talbot Seminary com um mestrado em divindade em 1981. Ele também completou um ano de pós-graduação na Universidade de Judaísmo de Los Angeles
Tradução: Marcelo Parga de Souza
© Biola University 2005

http://www.biola.edu/admin/connections/articles/04fall/kabbalah.cfm
  

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