07 fevereiro 2012

OREMOS PELA SÍRIA...


Repressão e violência na Síria



Sírios na Jordânia manifestam-se contra o presidente Bashar al-Assad no primeiro dia do festival muçulmano de Eid al-Adha

Pelo menos 4 mil pessoas morreram na Síria desde o início das revoltas populares contra o presidente Bashar al-Assad, que está no poder há 11 anos. Este é o número mais recente divulgado pelo escritório de Direitos Humanos daOrganização das Nações Unidas (ONU) com relação à repressão no país.



Uma comisssão da ONU liderada pelo brasileiro Paulo Sério Pinheiro revelou também que o regime de Assad mandou torturar e matar milhares de pessoas,inclusive crianças. Segundo a investigação conduzida pela comissão, a Síria cometeu "crimes contra a humanidade " ao reprimir manifestantes.
A Síria, com mais de 22,5 milhões de habitantes, é palco da mais violenta repressão contra opositores ao regime entre os países da chamada "Primavera Árabe", que começou no final de 2010 quando um jovem tunisiano ateou fogo ao próprio corpo como forma de protesto às condições de vida no país do norte da África. 
Desde então, quatro ditadores de países da região - Ben Ali, da TunísiaHosni Mubarak, do Egito, Muamar Kadafi, da Líbia, e Ali Abdullah Saleh, do Iêmen - foram depostos ou mortos. Assad, contudo, segue firme no poder, enquanto a população acusa o regime de uma brutal repressão.

O destino dos ditadores da primavera árabe
Com a morte de Muamar Kadafi, ditador da Líbia que estava havia 42 anos no poder, o mapa da primavera árabe apaga mais um líder. Confira como vai o “ditadômetro” dos países nos quais as revoltas começaram no final de 2010.
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Um ano de Primavera Árabe
As revoltas no Oriente Médio e no norte da África, que ficaram conhecidas como Primavera Árabe, completam um ano. Ao longo desse tempo, quatro ditadores desapareceram – o presidente da Tunísia, Zine al-Abdine Ben Ali, se exilou na Arábia Saudita; o presidente do Egito, Hosni Mubarak, renunciou após uma insistente presença de manifestantes na praça Tahrir, no centro do Cairo; Muamar Kadafi, da Líbia, foi capturado e morto por opositores depois de meses de guerra civil; e o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, assinou um acordo para deixar o poder meses depois de ser gravemente ferido em um ataque.
Dois desses países já foram às urnas – em eleições disputadas, a Tunísia elegeu o Ennahda, partido islâmico moderado. No Egito, em uma votação que ainda não foi concluída, a Irmandade Muçulmana, legenda também islâmica moderada, e o Al-Nur, partido salafista, aparecem como favoritos.
As manifestações começaram em dezembro de 2010 quando um jovem tunisiano ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser a Primavera Árabe. Protestos se espalharam rapidamente por todo o Oriente Médio e norte da Africa – e o fenômeno está ainda inacabado.
Como no modelo líbio, a Síria vive um violento conflito entre opositores e apoiadores do regime de Bashar al-Assad, que está no poder desde 2000, quando o pai dele, Hafez, morreu. A ONU diz que mais de 5 mil pessoas já morreram nos confrontos, e uma comissão liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro aponta que houve “crimes contra a humanidade no país”. Assad, contudo, não dá sinais de que deverá sair.
Capa de dezenas de jornais por todo o mundo: opositores comemoram a conquista da cidade natal de Kadafi, Sirte. Líbia, 20/10/2011. Foto: Manu Brabo/AP"Liberdade". Tunis, 22/01/2011. Foto: Finbarr O'Reilly/Reuters

http://blogs.estadao.com.br

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